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segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Diário de Bordo de Começo de Semestre: The Next Best Thing

Começa o segundo semestre de 2014. O mais "curto". E logo vêm férias de final de ano, festividades, aprovações em vestibulares... tudo de novo... a mesma rotina há 16 anos.

Com algumas coisas, entanto, não me acostumo nunca, creio. Muito provavelmente porque não sejam suaves. Não precisamos nos acostumar ao que não faz bem.

Fazer escolhas, tomar rumos, pegar estradas novas/diferentes que levam a destinos incertos: tudo tão natural mas ainda assim nos prendemos à zona de conforto e sempre sofremos um pouco (ou  um tanto), seja com o resultado, seja com a duração dessas transições, seu percurso.

No começo do ano, sofri um bocado quando pedi para que reduzissem minhas aulas no Colégio Delos (e reduziram mesmo rararara - é uma risada). Estive lá em junho e foi ai que percebi o quanto somos tolos (professorxs). Nós nos apegamos a alunxs, turmas e colegas de trabalho. A maioria dos outros profissionais se apega ao lucro, a resultados...

Pois então... comentei aqui várias vezes que o primeiro semestre foi muito intenso. Mal tinha horários para fazer as refeições com calma (de fato). Resolvi reduzir bem a carga para esse segundo semestre. Motivos não faltam: minha saúde (passei boa parte das férias indo a consultórios médicos - obviamente não ia ficar postando foto disso no FoiceBook), meus estudos (preciso de tempo para ler, estudar, pesquisar...), a valorização profissional (evito a precarização a todo custo)...

Consigo lidar com rejeição numa boa. Mas para que meu trabalho seja primoroso, preciso estar em harmonia e afinado com o ambiente. Ainda mais com a rotina tão pesada. Vamos deixar as coisas todas mais leves (não menos sérias ou coerentes, ok?) de ambos os lados?

Saio tranquilo. Já era o esperado. E tudo muito respeitosamente, como sempre faço questão que seja. Saio sem bater a porta porque um dia a gente precisa (ou precisam da gente) e é sempre bom quando o tempo passa e as pessoas se reencontram sem mágoa, sem rancor, sem amargura.

Respeito e admiro quem me lidera no trabalho e tenho dessas pessoas respeito e confiança. Tanto que sempre me vali de seus conselhos, suas indicações e não é raro trabalharmos juntos por muitos anos. Juntxs, temos erros e acertos. Tudo muito humano.

Uma vez me disseram que só valorizam profissional que tem abordagem agressiva. Discordo. Não valorizam: temem. Mas dai, qualquer hora, dois "agressivos" batem de frente e vivem um inferno (que em uma empresa pode durar anos!) até que um dê o braço a torcer. Prefiro a leveza, o bom humor, a cortesia, a boa educação, a boa conversa. Alunxs (e professorxs, por que não?) talvez não entendam isso. Acham que é tudo uma disputa onde as pessoas todas ou querem ser respeitadas, ou temidas, ou idolatradas/amadas.

Quero compreender/ser compreendido.

 But I do.

quarta-feira, 16 de abril de 2014

III ano - Text: The Way He Looks / Hoje Eu Quero Voltar Sozinho

Material trabalhado com as turmas de III ano.

"The Way He Looks / Hoje Eu Quero Voltar Sozinho"
 link para DOWNLOAD

Extras:

Trailer do filme:

Curta-metragem (17min) base para o filme:

quinta-feira, 20 de março de 2014

Programa "Roda Viva" com Laerte Coutinho

1º bloco

2º bloco

3º bloco

4º bloco

Bastidores 001

Bastidores 002

Bastidores 003


sexta-feira, 7 de março de 2014

III ano - Text: Feminism / Misogyny

Texto para as turmas de III ano. Tema: Feminismo

Atenção para o texto do Gregório Duvivier após as questões.

link para DOWNLOAD

GABARITO:

05 - B
06 - B
07 - D
08 - A

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

III ano - Text: Flash Mobs


Texto para as aulas com as turmas de III anos.

 

GABARITO:

5) b
6) c
7) a
8) VFVF

Errata: há duas alternativas incorretas na questão 8 e não apenas uma como pede o título.

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Bonus Stage: Voltando para casa hoje ouvindo uma música de 1971 da cantora e compositora Carly Simon. Vejam a letra da música e tentem interpretar. O que está sendo proposto para o eu-lírico e quais os parâmetros que contrapõem essa proposta?


quarta-feira, 1 de junho de 2011

"Há muito tempo eu vivi calado / mas agora resolvi falar"


Tenho andado insatisfeito com minha profissão em alguns aspectos. Nada que, por ora, me faça desistir ou querer abandonar, mas há sim os momentos em que eu penso que não vale a pena.

Vai chover gente dizendo que “uau, mais um texto de professor reclamando da vida que escolheu” – mas não é bem por ai.

Estamos vivendo uma época louca como nunca antes. Deixamos, há muito, de ser educadores e passamos a ser mão de obra e só. E essa é a visão dos alunos, dos pais dos alunos, e dos donos de escola, coordenadores, diretores...

Querem que nós, professores, entremos em salas de aulas lotadas, e com apenas uma ou duas aulas semanais, façamos aquela mágica de aprovação massificada em todos os vestibulares do país.

Realidade: ignoram que em TODAS as escolas que eu trabalho (subúrbio e/ou bairros nobres) tenho alunos de III ano que insistem em confundir “mas”/“mais”, “e”/“é”, e começam frases com letra minúscula, por mais que eu venha sempre (de maneira humorada) chamando a atenção para esse tipo de erro básico. Imagine o resto...

Há, claro, alunos geniais, coordenadores fantásticos, pais em constante trabalho paralelo educacional com as escolas. E, claro também, isso não acontece sempre (graças a deus). Fique evidenciado aqui que não estou reclamando dos meandros óbvios da profissão. Mas chegamos a um tempo em que vai além.

As escolas vendem para os pais que utilizam um método humanitário e eu me pergunto: o que há de humano numa rotina massacrante que sequer te permite tempo para conhecer o aluno? 32 salas de aula por semana, 50 alunos em cada, uma aula por semana em cada sala, e ainda querem mesmo que nós saibamos o nome de cada um dos alunos? Isso é o “ambiente humanitário e consciente”?

Prefiro mesmo conhecer bem uns 10 em cada sala, aqueles que, pra minha sorte, mais se afinizarem comigo (e não o oposto), e poder ajudá-los além da minha matéria. Prefiro mesmo ter feito como no dia que aconselhei uma aluna/amiga que havia sido espancada pelo padrasto. Ou na noite que encontrei um aluno bêbado num bar e dei carona pra ele até sua casa. Meu aluno costuma virar meu amigo. Ponto.

Inclusive, certa vez, uma diretora ao conversar comigo sobre meus métodos nem sempre ortodoxos dentro de sala de aula, me questionou sobre uma abordagem utilizada numa aula. Disse ela “não é esse o seu diferencial, o seu ‘cartão de visitas’?”, num tom de ironia que humanitários não deviam usar. Eu não respondi. Fiquei mudo. Hoje, tempos depois, penso que devia ter dito a verdade: meu “cartão de visita” é o fato de que eu entendo meu aluno.

Não sou um professor de fachada, minha aula não é “show”, tenho falhas, sou humano e verdadeiro. Mas não sei vender um produto no qual eu não acredito. E me vejo sempre no mesmo barco que meus alunos. Meus amigos. Se esse barco afunda, eu afundo junto.

O que me fez escolher e ficar com essa profissão é mesmo a possibilidade de nos tornarmos (eu e meus alunos, coordenadores, diretores, donos de escola, faxineiros, e coligados) pessoas melhores. Agora, se só eu acredito nessa possibilidade... qual o sentido? Vender aprovação “garantida” no vestibular? Qual é...